sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Paramos aqui, continuamos lá
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Se já é difícil manter um blog (pelo menos para mim), manter dois é coisa que ultrapassa em muito minhas forças (basta perceber quanto tempo faz que eu não atualizo estas páginas).
Sendo assim, a temática do Arrabalde vai passar a integrar a do meu outro blog, Filosofia Menor. Creio que dessa maneira eu me livro de um "objeto persecutório" ao mesmo tempo em que não descuido das questões da memória, da cultura e da história locais.
Aproveito para indicar, nesta derradeira postagem, a página do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, que mais do que um site, é a versão on-line, virtual, do fórum, que desde 2007 vem discutindo, em ponto maior, a cultura na região do Grande ABC.
Veja em O Lugar Escrito
O meu outro blog: Filosofia Menor (http://marcoseuzebio.blogspot.com)
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Casa em Santa Terezinha
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Mais uma casinha de Santa Terezinha que, ao que tudo indica, está condenada à morte...
Essa fica na rua Rio Grande do Norte, perto da Praça João Rosa e do antigo Clube do Ouro Verde.
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terça-feira, 8 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
Santa Terezinha
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Uma viagem no tempo, para o o Bairro de Santa Terezinha, em Santo André. Mais especificamente, para a praça Rui Barbosa e "suas igrejas", a antiga, pequena e delicada, de tijolinhos que lhe davam um ar meio irlandês ou bretão, e a nova, enorme e de projeto vagamente românico. A demolição da antiga igreja (sabe-se lá por qual motivo...) foi mais uma das inúmeras perdas sofridas pelo patrimônio histórico da cidade.
A praça, depois da última reforma, que a descaracterizou profundamente, vai definhando aos poucos e não dialoga mais com o entorno, como deveria. A vista do desenho original da praça, para além de qualquer saudosismo piegas, mostra como as soluções dadas naquela época (décadas de 30/40) continuam muito melhores do que as atuais. Isso prova que, às vezes, retroceder pode ser um avanço enorme...
[clique na imagem para vê-la em modo completo]
A Praça Rui Barbosa, provavelmente na década de 40. Do lado esquerdo, vemos a antiga igreja, já demolida. Ao centro, o monumento ao trabalhador: uma bigorna e uma engrenagem, a nos lembrar que estamos (ou estávamos) em um bairro operário. O prédio à direita, com o toldo estendido, ainda existe.
Um ângulo da praça, sobrecarregada de concreto depois da última reforma, vítima de nossa falta de consciência e dos excessos da arquitetura...

O "Monumento ao Trabalhador", mandado erigir pelo prefeito Alfredo Maluf (1947) em homenagem a Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo (mas não devia ser aos trabalhadores?...).
Foto da década de 50 (?).
O mesmo monumento, hoje, pixado, sem a placa de bronze e "rebaixado" do centro da praça para uma lateral meio escondida...
A antiga igreja ainda sem a torre, nessa foto muito provavelmente do início da década de 30.
Uma foto atual, tirada de um ângulo muito parecido com a da anterior.
Não há mais a igreja, mas o prédio à direita ainda resiste.
Note-se o piso estragado e a pobreza paisagística.
A antiga igreja, em foto, talvez, da década de 50. Do lado direito, vemos a lateral do Salão Paroquial, que funcionava também como cinema - o Cine Santa Terezinha - e salão de bailes.

Vista lateral da velha igreja.
Uma foto da antiga igreja de Santa Terezinha, tirada da Praça Rui Barbosa, provavelmente na década de 50.
À esquerda, a parede lateral da igreja nova.
Uma foto de um ângulo parecido com o da foto acima.
O pergolado esconde a perspectiva da rua.

A demolição.
Os homens e a ruína.
O fim da velha igrejinha, à sombra da nova.
A igreja nova, vista da praça. Foto da década de 60 (?)
A igreja e um aspecto da praça, nos dias de hoje.
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sábado, 5 de junho de 2010
Disque-Árvore
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A cidade de Fernandópolis, no interior de São Paulo, dá um exemplo fantástico do que se pode fazer com um telefone e criatividade. Será que não seria possível pensarmos em algo do tipo por aqui? Mas para isso, precisaríamos, além de um telefone, de vontade política.
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quinta-feira, 3 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
CARROS DEMAIS
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Será que um dia o ABC terá massa crítica para propor suas "medidas ousadas"? Ou viveremos sempre a reboque da capital? (Vide a Lei Cidade Limpa de São Caetano, e a discussão sobre a mesma lei agora em Santo André). O subúrbio é bem o lugar da repetição, do erzatz, da cópia: é, de certo modo, a sub urbe, uma quase urbe ou pólis...
Soube que um vereador de Santo André defendeu, pensando no trânsito, uma medida simples: nos dias pares, os carros de placas pares; nos dias ímpares, os carros de placas ímpares é que poderiam estacionar na cidade. Polêmica? Sim. Mas a ideia nem chegou a ser discutida. Se São Paulo propor algo do tipo, bem, quem sabe...
CARROS DEMAIS
Ruy Castro

Há medidas ousadas no ar. No Rio, o prefeito Eduardo Paes quer fechar ao trânsito a avenida Rio Branco e transformá-la num boulevard para pedestres. Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab quer pôr abaixo o Minhocão e revitalizar a enorme área degradada pelo viaduto.
As propostas alvejam o pior inimigo do homem e das cidades modernas: o carro. A ideia é tirar o maior número de veículos das ruas, deixando-as para o cidadão e para os veículos que precisam circular, como táxis, ônibus, ambulâncias e caminhões de serviço. Supõe-se que, para complementar as medidas, os prefeitos criarão faixas exclusivas, abrirão mergulhões e incrementarão o transporte coletivo.
Nos dois casos, trata-se de reduzir a hostilidade das cidades e devolvê-las a um tempo em que eram mais amenas e humanas. A avenida Rio Branco, por exemplo, quando inaugurada -em 1904, chamada avenida Central-, nasceu como um boulevard. Em suas calçadas povoadas por cafés (dos quais o Nice era apenas o mais famoso), fechavam-se negócios, empresas mudavam de mãos, tramavam-se golpes de Estado -enfim, decidiam-se os destinos do Brasil. Enquanto isso, na mesa ao lado, alguém vendia um samba ou discutia futebol. A vida corria em torno.
Hoje essas decisões são tomadas nas catacumbas de Brasília, sem conexão com a vida real. Uma delas, a de entupir o Brasil de carros, com o crédito a perder de vista, pouco ligando para o fato de que eles estão tornando impraticáveis as cidades mais amorosas. Nas últimas semanas, estive em Joinville, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Ouro Preto. Em todas, a mesma queixa: carros demais.
Sei bem que tirar os carros da rua lesa os direitos individuais de quem pensa que não consegue viver sem eles. Mas os nossos, dos pobres citadinos acuados, vêm sendo lesados há muito mais tempo.
Folha de São Paulo, p. 2, 24.05.2010.
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quarta-feira, 19 de maio de 2010
Delicadeza
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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Área verde em Diadema terá 720 apartamentos
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Área verde em Diadema terá 720 apartamentos
Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC
O empresário Marco César Ballarin, dono da Ballarin Imóveis e sócio na Invest-Bens Planejamento Imobiliário, aguarda a aprovação pela Prefeitura de Diadema do projeto de 720 apartamentos que serão erguidos na área verde de 42 mil m² no bairro Serraria, que pertenceu ao jurista já falecido Miguel Reale.
"O prefeito Filippi queria transformar em um parque esportivo com preservação da área verde", afirmou a historiadora Ebe Reale, filha do professor Miguel Reale, referindo-se à chácara adquirida pelo pai em 1946, no bairro Serraria. José de Filippi Júnior (PT) foi chefe do Executivo de Diadema por três mandatos na cidade.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Ribeirão Pires, de Novo...
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O que anda acontecendo em Ribeirão Pires? Alguma epidemia de desmemória, de descerebramento vai grassando por lá? Essa insistência em se ignorar o patrimônio histórico na cidade tem qualquer coisa de psicanalítico... Ou da pura estupidez do homo oeconomicus...
Abaixo, reportagem saída no ABCDMaior e um e-mail recebido do Instituto do Patrimônio do ABC, convocando para o ato público de ontem.
Foto: Amanda Perobelli
ALTERAÇÕES NA ESTAÇÃO DE RIBEIRÃO GERAM PROTESTO
Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)
Manifestantes se revoltam contra possivel reforma da estação.
De acordo com Prefeitura, estação é de responsabilidade da CPTM
Representantes do Instituto do Patrimônio do ABC promoveram manifestação na entrada da estação ferroviária de Ribeirão Pires na manhã desta quarta-feira (12/05). Os manifestantes informaram sobre a possibilidade de a Prefeitura iniciar obras para modificar a estrutura da estação, que é um patrimônio histórico tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).
O medo dos historiadores e passageiros é de que a estação perca a característica arquitetônica. Os representantes do instituto disseram que não conhecem ao certo a ação que será feita no local. Contudo, um quiosque que fira fora da ferrovia está ameaçado de demolição, de acordo com o proprietário.
O ponto de comércio existe há mais de 40 anos, e abrigou vários micro-empreendimentos. Atualmente, vende pães-de-queijo. “Na semana passada recebi um ofício que me obriga a desapropriar o quiosque”, disse Joel Walzak. A Prefeitura não confirmou a desapropriação e informou que intervenções na estação são de responsabilidade da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos).
Outra crítica da instituição é quanto ao prédio erguido pela Prefeitura. A construção, na visão dos historiadores, impede que os munícipes que trafegam pela avenida Santo André vejam a plataforma de embarque.
“A estação faz parte da memória da população e não pode ser descaracterizada. Além disso, o prédio esconde toda a plataforma de embarque e as demais dependências da estação”, disse a vice-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico Anna Gedankien.
A estação ferroviária foi construída em 1885 e possui arquitetura no estilo vitoriano inglês. Além da plataforma, os prédios administrativos e que serviram de residência para os primeiros ferroviários também são tombados.
A CPTM informou que vai reformar o patrimônio, mas que vai respeitar as leis de proteção. Sobre o quiosque, a companhia informou que o contrato com o proprietário expirou no ano passado. Assim, uma ação na Justiça foi aberta para reintegração de posse. A CPTM não soube informar o que deve acontecer com o quiosque.
Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=20752
E-mail do Instituto do Patrimônio do ABC, convocando para o ato público de ontem, quarta-feira
O Instituto do Patrimônio do ABC promove nesta quarta-feira, dia 12, a partir das 11h00 um ato público contra a descaracterização da Estação Ferroviária de Ribeirão Pires e em repúdio a ameaça de demolição do bar do pão de queijo que estará sendo desocupado amanhã pelo locatário. Este imóvel configura o mesmo modelo arquitetonico do Conjunto de Edificações da Estação Ferroviária da cidade, e segundo informações extra-oficiais este prédio seria demolido logo após a sua desocupação.
Desde a construção do novo terminal rodoviário de Ribeirão Pires, o Pátio Ferroviário está sendo descaracterizado devido a ação nociva da prefeitura local. Nossa entidade chegou a prestar acessoria técnica na reforma do Armazém em parceria com Roberto Leme Ferreira, arquiteto do CONDEPHAAT, entretanto, o acordo firmado entre as partes não foi cumprido integralmente pela prefeitura. A situação agravou-se no final de 2009 quando a prefeitura iniciou a construção de quiosques - do programa de padronização arquitetônica levado a cabo desde 2005 - defronte a Estação bloqueando a sua visibilidade e prejudicando o entorno.
Em paralelo a estes acontecimentos a nossa Estação está passando por processo de tombamento de nível estadual através do CONDEPHAAT, mas a prefeitura ao que tudo indica está correndo contra o tempo para finalizar o seu projeto insano e predatório.
VAMOS DEFENDER O NOSSO PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO amanhã as 11h00 na Estação de Ribeirão Pires, não deixamos acontecer com a nossa Estação o que aconteceu com as demais da nossa região. Mais informações pelo telefone (11) 9937-3759.
Atenciosamente,
Arnaldo Boaventura Neto
Instituto do Patrimônio do ABC
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segunda-feira, 10 de maio de 2010
Projeto prevê 'sinal de vida' na travessia de pedestres

Projeto prevê 'sinal de vida' na travessia de pedestres
AE - Agência Estado
Consagrado em Brasília, o ato de levantar o braço ao atravessar a faixa de pedestre - o chamado "sinal de vida"- é tema de projeto de lei que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. E, caso seja aprovado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornará lei em todo o território nacional um costume que em algumas cidades como São Paulo hoje mais parece um sonho: o de os motoristas pararem para dar passagem aos pedestres.
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já determina que quem estiver atravessando uma rua ou avenida nas faixas apropriadas "terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica", mas o artigo é respeitado em poucos municípios.
O novo projeto em trâmite no Congresso não apenas enfatiza o que está determinado no código como institui o "sinal de vida" na travessia. Apresentado pela deputada federal Perpétua Almeida (PC do B - AC), prevê que o pedestre simplesmente levante o braço para solicitar, nas faixas, a parada do veículo em ruas sem semáforo ou agente de trânsito controlando a travessia.
Em vias com grande fluxo de automóveis, os pedestres devem esperar a formação de um "maior número de passantes", diz o texto. Não haverá punição a quem não fizer o gesto, só para o motorista que não respeitá-lo.
Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 33.996 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito no País em 2008 - delas, 5.429 pedestres (16% do total). Não há dados sobre acidentes ocorridos especificamente nas faixas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Leia mais em http://jangadeiroonline.com.br/nacional/projeto-torna-sinal-da-vida-obrigatorio-42816/
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domingo, 2 de maio de 2010
E-mail aos Vereadores de Santo André: Trânsito
terça-feira, 27 de abril de 2010
Nós, os bárbaros















