sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Paramos aqui, continuamos lá

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Se já é difícil manter um blog (pelo menos para mim), manter dois é coisa que ultrapassa em muito minhas forças (basta perceber quanto tempo faz que eu não atualizo estas páginas).

Sendo assim, a temática do Arrabalde vai passar a integrar a do meu outro blog, Filosofia Menor. Creio que dessa maneira eu me livro de um "objeto persecutório" ao mesmo tempo em que não descuido das questões da memória, da cultura e da história locais.

Aproveito para indicar, nesta derradeira postagem, a página do Fórum Permanente de Debates Culturais do Grande ABC, que mais do que um site, é a versão on-line, virtual, do fórum, que desde 2007 vem discutindo, em ponto maior, a cultura na região do Grande ABC.

Veja em O Lugar Escrito

O meu outro blog: Filosofia Menor (http://marcoseuzebio.blogspot.com)

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terça-feira, 22 de junho de 2010

Casa em Santa Terezinha

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Mais uma casinha de Santa Terezinha que, ao que tudo indica, está condenada à morte...

Essa fica na rua Rio Grande do Norte, perto da Praça João Rosa e do antigo Clube do Ouro Verde.


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domingo, 6 de junho de 2010

Santa Terezinha

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Uma viagem no tempo, para o o Bairro de Santa Terezinha, em Santo André. Mais especificamente, para a praça Rui Barbosa e "suas igrejas", a antiga, pequena e delicada, de tijolinhos que lhe davam um ar meio irlandês ou bretão, e a nova, enorme e de projeto vagamente românico. A demolição da antiga igreja (sabe-se lá por qual motivo...) foi mais uma das inúmeras perdas sofridas pelo patrimônio histórico da cidade.


A praça, depois da última reforma, que a descaracterizou profundamente, vai definhando aos poucos e não dialoga mais com o entorno, como deveria. A vista do desenho original da praça, para além de qualquer saudosismo piegas, mostra como as soluções dadas naquela época (décadas de 30/40) continuam muito melhores do que as atuais. Isso prova que, às vezes, retroceder pode ser um avanço enorme...














[clique na imagem para vê-la em modo completo]


A Praça Rui Barbosa, provavelmente na década de 40. Do lado esquerdo, vemos a antiga igreja, já demolida. Ao centro, o monumento ao trabalhador: uma bigorna e uma engrenagem, a nos lembrar que estamos (ou estávamos) em um bairro operário. O prédio à direita, com o toldo estendido, ainda existe.









Um ângulo da praça, sobrecarregada de concreto depois da última reforma, vítima de nossa falta de consciência e dos excessos da arquitetura...


























O "Monumento ao Trabalhador", mandado erigir pelo prefeito Alfredo Maluf (1947) em homenagem a Adhemar de Barros, governador do Estado de São Paulo (mas não devia ser aos trabalhadores?...).
Foto da década de 50 (?).

































O mesmo monumento, hoje, pixado, sem a placa de bronze e "rebaixado" do centro da praça para uma lateral meio escondida...

































A antiga igreja ainda sem a torre, nessa foto muito provavelmente do início da década de 30.









Uma foto atual, tirada de um ângulo muito parecido com a da anterior.
Não há mais a igreja, mas o prédio à direita ainda resiste.
Note-se o piso estragado e a pobreza paisagística.

































A antiga igreja, em foto, talvez, da década de 50. Do lado direito, vemos a lateral do Salão Paroquial, que funcionava também como cinema - o Cine Santa Terezinha - e salão de bailes.




























Vista lateral da velha igreja.




























Uma foto da antiga igreja de Santa Terezinha, tirada da Praça Rui Barbosa, provavelmente na década de 50.
À esquerda, a parede lateral da igreja nova.





























Uma foto de um ângulo parecido com o da foto acima.
O pergolado esconde a perspectiva da rua.


























A demolição.
































Os homens e a ruína.
































O fim da velha igrejinha, à sombra da nova.































A igreja nova, vista da praça. Foto da década de 60 (?)


































A igreja e um aspecto da praça, nos dias de hoje.








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sábado, 5 de junho de 2010

Disque-Árvore

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A cidade de Fernandópolis, no interior de São Paulo, dá um exemplo fantástico do que se pode fazer com  um telefone e criatividade. Será que não seria possível pensarmos em algo do tipo por aqui? Mas para isso, precisaríamos, além de um telefone, de vontade política.






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quinta-feira, 3 de junho de 2010

sábado, 29 de maio de 2010

CARROS DEMAIS

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Será que um dia o ABC terá massa crítica para propor suas "medidas ousadas"? Ou viveremos sempre a reboque da capital? (Vide a Lei Cidade Limpa de São Caetano, e a discussão sobre a mesma lei agora em Santo André). O subúrbio é bem o lugar da repetição, do erzatz, da cópia: é, de certo modo, a sub urbe, uma quase urbe ou pólis... 


Soube que um vereador de Santo André defendeu, pensando no trânsito, uma medida simples: nos dias pares, os carros de placas pares; nos dias ímpares, os carros de placas ímpares é que poderiam estacionar na cidade. Polêmica? Sim. Mas a ideia nem chegou a ser discutida. Se São Paulo propor algo do tipo, bem, quem sabe...




CARROS DEMAIS


Ruy Castro


























Há medidas ousadas no ar. No Rio, o prefeito Eduardo Paes quer fechar ao trânsito a avenida Rio Branco e transformá-la num boulevard para pedestres. Em São Paulo, o prefeito Gilberto Kassab quer pôr abaixo o Minhocão e revitalizar a enorme área degradada pelo viaduto.



As propostas alvejam o pior inimigo do homem e das cidades modernas: o carro. A ideia é tirar o maior número de veículos das ruas, deixando-as para o cidadão e para os veículos que precisam circular, como táxis, ônibus, ambulâncias e caminhões de serviço. Supõe-se que, para complementar as medidas, os prefeitos criarão faixas exclusivas, abrirão mergulhões e incrementarão o transporte coletivo.


Nos dois casos, trata-se de reduzir a hostilidade das cidades e devolvê-las a um tempo em que eram mais amenas e humanas. A avenida Rio Branco, por exemplo, quando inaugurada -em 1904, chamada avenida Central-, nasceu como um boulevard. Em suas calçadas povoadas por cafés (dos quais o Nice era apenas o mais famoso), fechavam-se negócios, empresas mudavam de mãos, tramavam-se golpes de Estado -enfim, decidiam-se os destinos do Brasil. Enquanto isso, na mesa ao lado, alguém vendia um samba ou discutia futebol. A vida corria em torno.


Hoje essas decisões são tomadas nas catacumbas de Brasília, sem conexão com a vida real. Uma delas, a de entupir o Brasil de carros, com o crédito a perder de vista, pouco ligando para o fato de que eles estão tornando impraticáveis as cidades mais amorosas. Nas últimas semanas, estive em Joinville, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Ouro Preto. Em todas, a mesma queixa: carros demais.


Sei bem que tirar os carros da rua lesa os direitos individuais de quem pensa que não consegue viver sem eles. Mas os nossos, dos pobres citadinos acuados, vêm sendo lesados há muito mais tempo.




Folha de São Paulo, p. 2, 24.05.2010.


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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Delicadeza

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No dia 15 de maio, sábado, Maria Rita Kehl escreveu um artigo no Caderno2 do Estadão que merece, creio, ser lido por todos nós, ocupados e preocupados com nossas cidades (e também por aqueles despreocupados, para ver se acordam...).
O que ela disse de São Paulo vale também para o ABC. 
Talvez valha até mais...





Delicadeza
MARIA RITA KEHL - O Estado de S.Paulo
Se eu fosse Deus e se eu existisse, executaria em São Paulo uma prosaica providência administrativa. Tombaria a cidade inteira pelos próximos dez anos: como está, fica. Não se derruba mais nada, não se constrói mais nada. Tratem de melhorar a cidade que já existe: monstruosa, desigual, mal planejada e mal cuidada. Se é para movimentar dinheiro, invistam-se nos espaços públicos: ruas, praças, jardins, calçadas, iluminação, centros de lazer, prevenção contra enchentes - tudo o que faz, de um amontoado de moradias, algo parecido com a magnífica invenção humana chamada cidade. Investir em urbanidade também dá retorno financeiro.
Vista assim do alto, do ponto de vista celeste, São Paulo mais parece uma cidade bombardeada. Imensas crateras em todos os bairros, quarteirões de casas derrubadas, populações pobres jogadas de lá pra cá à procura de lugar para criar novos campos de refugiados de onde serão expulsas pouco tempo depois. Inundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro dos carros parados, gente enlouquecendo pela dificuldade de tocar o dia a dia. Gente que sente no corpo e na alma os efeitos de viver sob uma cúpula negra de poluição que só se vê de cima. Parece uma guerra, mas é só o capitalismo: bombando, enriquecendo alguns e empobrecendo o resto. Enquanto a cidade se torna infernal, se oferece aos que podem pagar o lenitivo de viver numa torre, bem acima do chão, de onde se finge escapar da realidade urbana. O uso novo-rico da palavra torre substituiu as obsoletas "edifício" e "prédio", além da simpática e infantil "arranha-céu". Nas histórias de fadas, a torre era o lugar onde se encarceravam as princesas. Privilégio em São Paulo é viver encerrado numa torre.
Mas como parar todos os negócios imobiliários da cidade? E a economia? E a geração de empregos? Digamos que, se eu fosse Deus, daria um jeito nisso. Se uma prefeitura rica como a nossa, em vez de se tornar cliente de um setor poderoso, investisse os impostos que recebe em outras atividades, em pouco tempo a cidade recuperaria sua pujança. Digamos que seja possível planejar um pouco a economia municipal. Só assim deixaríamos de ser reféns de quem já detém poder econômico. Dez anos são menos que uma fração de segundo pra quem vê o tempo do ponto de vista da eternidade. Mas quem sabe, tempo suficiente para que a cidade pudesse eleger uma nova prefeitura e uma câmara dos vereadores livres de compromissos com o poderoso Secovi, maior sindicato de comércio imobiliário da América Latina.
Mas - em nome de que Deus faria uma coisa dessas? Em nome de que impediria a cidade de, digamos - "crescer"? Não, Deus não precisaria ser socialista. Nem urbanista. Bastaria agir em nome de um valor que está presente em todas as perspectivas sagradas, religiosas ou simplesmente humanistas: em nome da delicadeza. Bastaria considerar que as cidades não existem para impressionar e oprimir as pessoas, mas para ampliar a esfera da liberdade, das possibilidades e daquilo que se costuma chamar de urbanidade.
Nesse ponto convido o leitor a trocar a vista aérea de São Paulo pelo ponto de vista pedestre. Basta descer um pouco do carro e passear a esmo pelas ruas. Se achar a proposta muito mixuruca, finja que é Baudelaire flanando por Paris no século 19, tentando captar o que sobrou da antiga cidade depois da monumental reforma executada por Haussmann a mando de Napoleão III. Ou finja que você é o João do Rio, cronista da capital brasileira reformada por Pereira Passos. A diferença, claro, é que essas duas enormes destruições/reconstruções urbanas foram planejadas visando a modernizar o espaço público, enquanto hoje a construção civil compra o poder público e faz literalmente o que quer em nome do interesse das pessoas, isto é, do mercado. Parece que o mercado é igual à soma das vontades das pessoas. Não é. O que chamamos mercado é um dispositivo formado por poucos, porém grandes interesses, que se impõe às pessoas de modo a determinar o que elas devem querer.
O que será de uma cidade que destrói todas as suas reservas de delicadeza, de graça, de modéstia? Caminhe um pouco pelas ruas de seu bairro em busca dos cantinhos que ainda não foram devastados por alguma obra grandiosa e brega. O que será de uma cidade sem varandas? Sem janelas dando para a rua - e o gato que espia pelo vidro de uma delas? O que será de nosso convívio diário numa cidade sem o pequeno comércio da rua, responsável pelo território coletivo onde as pessoas aos poucos se conhecem, se cumprimentam, conversam? Uma cidade sem zonas de familiaridade? O que será de uma cidade sem as vilas com casas antigas onde o pedestre entra sem passar por uma guarita e encontra um micro-oásis de sombra e silêncio? Sem a minúscula pracinha que sobrou numa esquina onde se esqueceram de construir outra coisa? Procure os lugares em que ainda seja possível o encontro entre o público e o privado, o íntimo e o estranho, o desafiante e o acolhedor. O que será de uma cidade que é pura arrogância, exibicionismo e eficiência? O que será de nós, moradores de uma cidade que despreza a vida urbana? 

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Área verde em Diadema terá 720 apartamentos

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Ótima a ideia de cortar árvores em Diadema, que as tem tantas e tão demasiadas...
Melhor ainda se for na antiga chácara do Prof. Miguel Reale, que ninguém sabe quem é e que nada representou para a cidade, não é mesmo?
Afinal, se é possível se ganhar dinheiro em uma área "que não gera recurso" (sic), para que se pensar em um parque, que só dá gastos?
Viva o "homo oeconomicus"...

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Foto:Nivaldo Almeira Acerco CMD/PMD



Área verde em Diadema terá 720 apartamentos

Elaine Granconato
Do Diário do Grande ABC


O empresário Marco César Ballarin, dono da Ballarin Imóveis e sócio na Invest-Bens Planejamento Imobiliário, aguarda a aprovação pela Prefeitura de Diadema do projeto de 720 apartamentos que serão erguidos na área verde de 42 mil m² no bairro Serraria, que pertenceu ao jurista já falecido Miguel Reale.

O empreendimento habitacional é assinado pelo arquiteto Fernando Silvério de Souza, irmão do secretário de Meio Ambiente, Ricardo Silvério de Souza, e filho do ex-vereador Edgar de Sousa. Todos são filiados ao PV de Diadema.
Entre 2008 e 2009, três alterações no Plano Diretor aprovadas pelo Legislativo, a pedido do Executivo, excluíram o terreno do rol dos imóveis de Iphac (Imóvel de Interesse Paisagístico, Histórico, Artístico e Cultural). Não houve discussão prévia e autorização por parte dos representantes do Comdema (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente), conforme determinação legal. A Prefeitura nega. O Ministério Público investiga o caso.
Duas emendas aprovadas alteram o zoneamento das áreas de preservação ambiental na cidade que passam a ter uso semelhante às categorias do entorno.
O vereador Laércio Soares (PCdoB) é o autor das emendas - uma modificativa e outra substitutiva. "Não fiz nada para favorecer ou piorar, mas para garantir as características de construção do entorno", defende-se Laércio, que até o início de abril era o líder do prefeito Mário Reali na Câmara.
Legislação à parte, Ballarin prefere não entrar na polêmica. "O empreendimento irá beneficiar o próprio município ao oferecer apartamentos para público com faixa de renda entre três e seis salários míninos, dentro do Programa Minha Casa, Minha Vida", afirmou.
A propriedade conserva a vegetação encontrada na região nos anos 40, oriunda da Mata Atlântica. Mas o empresário garantiu que "a maioria do empreendimento" será erguida onde predominam eucaliptos - a extração de sua madeira é permitida e utilizada nos projetos de reflorestamento.
Ballarin rebateu as críticas dos ambientalistas, além de se indignar com os abaixo-assinados que correm pela cidade contra a extinção da vegetação no local - Diadema é a segunda cidade do País em densidade demográfica. "Compramos área de preservação ambiental que não gera recurso, sem falar no valor alto do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). O desmatamento será de apenas 40%. O restante será preservado", reforçou o empreendedor.

‘Filippi queria fazer um parque'', diz Ebe Reale

"O prefeito Filippi queria transformar em um parque esportivo com preservação da área verde", afirmou a historiadora Ebe Reale, filha do professor Miguel Reale, referindo-se à chácara adquirida pelo pai em 1946, no bairro Serraria. José de Filippi Júnior (PT) foi chefe do Executivo de Diadema por três mandatos na cidade.
Em entrevista exclusiva ao Diário, concedida na Fundação Nuce e Miguel Reale, em São Paulo, Ebe lembrou dos tempos em que frequentava a chácara ao lado dos pais e dos dois irmãos. "Saíamos em estrada de terra, do hoje Clube Monte Líbano, para a antiga Vila Conceição, que mais tarde receberia o nome de Diadema por sugestão de papai", contou. Tempos depois, receberia o título de Padrinho de Diadema.
No sítio, que seria batizado como São Miguel, o renomado acadêmico e jurista passava os fins de semana e as férias. "Ele tinha loucura por aquele lugar. Era a paixão dele. Ali plantou muitas árvores", afirmou a filha, mais adepta do mar do que do campo.
Com o passar das décadas, o pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) começou a pesar - ela não revelou o valor pago à Prefeitura. Por isso, Miguel Reale não queria se desfazer da área verde, mas defendia a venda para o governo. "Foram várias as tratativas com a Prefeitura, inclusive o Filippi foi no sítio conversar com o papai. A transformação em pista de caminhada, centro esportivo e biblioteca, foi, inclusive, proposta de campanha de reeleição para o terceiro mandato", lembrou. A Prefeitura justificou falta de dinheiro.
Segundo Ebe, a direção da Saned (Companhia de Saneamento Básico de Diadema) também mostrou interesse na compra da área para lazer. A empresa municipal informou, em nota, que "não consta no histórico de projetos a construção de um parque."
Com a morte do professor em 14 de abril de 2006, aos 95 anos, a família Reale vendeu o imóvel em 26 de agosto de 2008 para a Invest-Bens, que tem Marco César Ballarin como sócio. O sítio foi vendido por R$ 2 milhões.
"Vendemos a chácara com a garantia do Marco que um grupo de empresários manteria a área verde para uso dos funcionários e familiares", afirmou Ebe. O que foi confirmado por Ballarin à reportagem.


Fonte: http://www.dgabc.com.br/News/5811016/area-verde-em-diadema-tera-720-apartamentos.aspx 

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ribeirão Pires, de Novo...

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O que anda acontecendo em Ribeirão Pires? Alguma epidemia de desmemória, de descerebramento vai grassando por lá? Essa insistência em se ignorar o patrimônio histórico na cidade tem qualquer coisa de psicanalítico... Ou da pura estupidez do homo oeconomicus...


Abaixo, reportagem saída no ABCDMaior e um e-mail recebido do Instituto do Patrimônio do ABC, convocando para o ato público de ontem.





















Foto: Amanda Perobelli


ALTERAÇÕES NA ESTAÇÃO DE RIBEIRÃO GERAM PROTESTO


Por: Renan Fonseca  (renan@abcdmaior.com.br)


Manifestantes se revoltam contra possivel reforma da estação.


De acordo com Prefeitura, estação é de responsabilidade da CPTM
Representantes do Instituto do Patrimônio do ABC promoveram manifestação na entrada da estação ferroviária de Ribeirão Pires na manhã desta quarta-feira (12/05). Os manifestantes informaram sobre a possibilidade de a Prefeitura iniciar obras para modificar a estrutura da estação, que é um patrimônio histórico tombado pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico).
O medo dos historiadores e passageiros é de que a estação perca a característica arquitetônica. Os representantes do instituto disseram que não conhecem ao certo a ação que será feita no local. Contudo, um quiosque que fira fora da ferrovia está ameaçado de demolição, de acordo com o proprietário.
O ponto de comércio existe há mais de 40 anos, e abrigou vários micro-empreendimentos. Atualmente, vende pães-de-queijo. “Na semana passada recebi um ofício que me obriga a desapropriar o quiosque”, disse Joel Walzak. A Prefeitura não confirmou a desapropriação e informou que intervenções na estação são de responsabilidade da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos).
Outra crítica da instituição é quanto ao prédio erguido pela Prefeitura. A construção, na visão dos historiadores, impede que os munícipes que trafegam pela avenida Santo André vejam a plataforma de embarque.
“A estação faz parte da memória da população e não pode ser descaracterizada. Além disso, o prédio esconde toda a plataforma de embarque e as demais dependências da estação”, disse a vice-presidente do Instituto do Patrimônio Histórico Anna Gedankien.
A estação ferroviária foi construída em 1885 e possui arquitetura no estilo vitoriano inglês. Além da plataforma, os prédios administrativos e que serviram de residência para os primeiros ferroviários também são tombados.
A CPTM informou que vai reformar o patrimônio, mas que vai respeitar as leis de proteção. Sobre o quiosque, a companhia informou que o contrato com o proprietário expirou no ano passado. Assim, uma ação na Justiça foi aberta para reintegração de posse. A CPTM não soube informar o que deve acontecer com o quiosque.

Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=20752


E-mail do Instituto do Patrimônio do ABC, convocando para o ato público de ontem, quarta-feira


O Instituto do Patrimônio do ABC promove nesta quarta-feira, dia 12, a partir das 11h00 um ato público contra a descaracterização da Estação Ferroviária de Ribeirão Pires e em repúdio a ameaça de demolição do bar do pão de queijo que estará sendo desocupado amanhã pelo locatário. Este imóvel configura o mesmo modelo arquitetonico do Conjunto de Edificações da Estação Ferroviária da cidade, e segundo informações extra-oficiais este prédio seria demolido logo após a sua desocupação.
Desde a construção do novo terminal rodoviário de Ribeirão Pires, o Pátio Ferroviário está sendo descaracterizado devido a ação nociva da prefeitura local. Nossa entidade chegou a prestar acessoria técnica na reforma do Armazém em parceria com Roberto Leme Ferreira, arquiteto do CONDEPHAAT, entretanto, o acordo firmado entre as partes não foi cumprido integralmente pela prefeitura. A situação agravou-se no final de 2009 quando a prefeitura iniciou a construção de quiosques - do programa de padronização arquitetônica levado a cabo desde 2005 - defronte a Estação bloqueando a sua visibilidade e prejudicando o entorno.


Em paralelo a estes acontecimentos a nossa Estação está passando por processo de tombamento de nível estadual através do CONDEPHAAT, mas a prefeitura ao que tudo indica está correndo contra o tempo para finalizar o seu projeto insano e predatório.


VAMOS DEFENDER O NOSSO PATRIMÔNIO FERROVIÁRIO amanhã as 11h00 na Estação de Ribeirão Pires, não deixamos acontecer com a nossa Estação o que aconteceu com as demais da nossa região. Mais informações pelo telefone (11) 9937-3759.


Atenciosamente,
Arnaldo Boaventura Neto
Instituto do Patrimônio do ABC



Veja mais lá embaixo...


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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Projeto prevê 'sinal de vida' na travessia de pedestres

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E por aqui, no subúrbio, quem se prontifica a encaminhar algum projeto de lei ou indicação ao(s) prefeito(s) para uma campanha de educação de trânsito que faça de nossas cidades lugares em que a prioridade seja do pedestre, e não do carro?
Esperamos que a lei seja aprovada. Será um sinal importante do rumo que queremos seguir como sociedade. Se é que queremos que a sociedade continue existindo...


Projeto prevê 'sinal de vida' na travessia de pedestres


AE - Agência Estado


Consagrado em Brasília, o ato de levantar o braço ao atravessar a faixa de pedestre - o chamado "sinal de vida"- é tema de projeto de lei que está na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. E, caso seja aprovado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tornará lei em todo o território nacional um costume que em algumas cidades como São Paulo hoje mais parece um sonho: o de os motoristas pararem para dar passagem aos pedestres.



O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) já determina que quem estiver atravessando uma rua ou avenida nas faixas apropriadas "terão prioridade de passagem, exceto nos locais com sinalização semafórica", mas o artigo é respeitado em poucos municípios.


O novo projeto em trâmite no Congresso não apenas enfatiza o que está determinado no código como institui o "sinal de vida" na travessia. Apresentado pela deputada federal Perpétua Almeida (PC do B - AC), prevê que o pedestre simplesmente levante o braço para solicitar, nas faixas, a parada do veículo em ruas sem semáforo ou agente de trânsito controlando a travessia.


Em vias com grande fluxo de automóveis, os pedestres devem esperar a formação de um "maior número de passantes", diz o texto. Não haverá punição a quem não fizer o gesto, só para o motorista que não respeitá-lo.


Segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), 33.996 pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito no País em 2008 - delas, 5.429 pedestres (16% do total). Não há dados sobre acidentes ocorridos especificamente nas faixas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,projeto-preve-sinal-de-vida-na-travessia-de-pedestres,549565,0.htm

Leia mais em http://jangadeiroonline.com.br/nacional/projeto-torna-sinal-da-vida-obrigatorio-42816/


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domingo, 2 de maio de 2010

E-mail aos Vereadores de Santo André: Trânsito

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Caros Vereadores da Cidade de Santo André,
como estão?
Vejam a matéria que saiu hoje, domingo, no Diário do Grande ABC, caderno Setecidades.
Quem se habilita a propor a indicação de instalação das lombotravessias (fusão de lombada com faixa de pedestre) nas ruas da cidade?
Imaginem como seria civilizatório que toda faixa fosse, também, um redutor de velocidade?

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domingo, 2 de maio de 2010 7:10
Mortes no trânsito triplicam no Grande ABC em 2009
Tiago Dantas
Do Diário do Grande ABC

O número de mortes em acidentes de trânsito no Grande ABC em 2009 foi 206,25% maior do que no ano anterior. Enquanto 80 pessoas perderam suas vidas em 2008, 245 morreram depois de batidas de carros, quedas de motos e atropelamentos no ano passado, segundo registros do Corpo de Bombeiros da região.
Falta de educação dos motoristas, problemas na conservação e no projeto das ruas e falta de cuidado com os veículos são alguns dos fatores que contribuem para a ocorrência de acidentes graves, segundo especialistas ouvidos pelo Diário. "Os números em todo o Brasil são muito elevados", afirma Carlos Eide, diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego).

"Isso se deve a várias coisas: o fator humano, a imprudência, a parte mecânica, porque há muitos carros quebrados, e os problemas das pistas e do asfalto", completa Eide. O Grande ABC tem uma média de 11 mortes no trânsito por 100 mil habitantes, enquanto no País a média é de 18 por 100 mil.

Cerca de 30% dos acidentes do Grande ABC envolvem pedestres, segundo os números dos bombeiros. Em 2009, 35 pessoas morreram e 720 ficaram feridas em atropelamentos. "Uma coisa que pode reduzir o número de atropelamentos é a colocação de lombotravessias, quando a faixa de segurança fica sobre uma espécie de lombada mais larga. Outro ponto importante é a sinalização", opina Eduardo José Daros, presidente da Associação Brasileira de Pedestres.

O alto número de acidentes levou entidades do setor a lançar, em setembro, a campanha Chega de Acidentes. "Nossa meta é cobrar do Governo a criação de um plano de segurança viária", afirma José Antônio Oka, supervisor de segurança viária do Cesvi (Centro de Experimentação e Segurança Viária).
Avenida dos Estados tem recorde de batidas
A Avenida dos Estados, em Santo André, registrou o maior número de chamados para o Corpo de Bombeiros em 2009. Foram 87 ligações para atender acidentes de trânsito, uma média de uma batida de carro a cada quatro dias. Motoristas creditam o recorde ao grande fluxo de veículos, os buracos na pista e o excesso de caminhões e motos.

"A gente precisa escapar de um buraco e ir para a esquerda, mas os motoqueiros vêm com tudo. O pessoal exagera e acabam acontecendo as batidas", afirma o caminhoneiro Ernesto Souto, 43 anos, que diz ter presenciado o atropelamento de um motoqueiro próximo ao prédio da UFABC (Universidade Federal do ABC).

A Prefeitura de Santo André informou que a Avenida dos Estados "sempre teve atenção especial da fiscalização, principalmente eletrônica." A avenida faz parte da rota diária de fiscalização dos agentes de trânsito, segundo a Prefeitura, e "há previsão de remanejar alguns radares e habilitar novos pontos." A administração disse, ainda, que fará a sinalização horizontal em breve.

Pedestres reclamam de falta de semáforos
As avenidas Lucas Nogueira Garcez, em São Bernardo, e Fábio Eduardo Ramos Esquivel, em Diadema, foram as vias onde mais aconteceram atropelamentos em 2009. O Corpo de Bombeiros atendeu a 19 chamados em cada uma das vias, segundo levantamento feito a pedido do Diário.

Na Lucas Nogueira Garcez, os pedestres reclamam da ausência de semáforos exclusivos para eles. Na esquina com a Rua Atlântica, por exemplo, quem está a pé tem que olhar a sinalização para os carros antes de atravessar. E precisa tomar cuidado ao passar pela faixa exclusiva de trólebus, que é expressa. "Semana passada teve uma mulher que foi atropelada aqui. Os carros estavam parados, mas ela não viu que vinha uma moto no corredor, que acabou acertando ela", conta a auxiliar de laboratório Fábia Geani, 30 anos, que trabalha na via.

Na altura do número 540 da avenida, próximo a um hospital, os pedestres atravessam entre os carros. As faixas de segurança estão a cerca de 200 metros dali. A Prefeitura de São Bernardo não respondeu aos questionamentos do Diário sobre possíveis melhorias no local.

A Avenida Fábio Eduardo Ramos Esquivel, em Diadema, tem semáforos exclusivos para pedestres, mesmo assim é campeã no número de atropelamentos. O farol na esquina com a Rua Vereador Juarez Rios de Vasconcellos estava apagado quinta-feira. Os pedestres também reclamam da imprudência de motoristas e, principalmente, de motoqueiros.

A Prefeitura de Diadema informou que a "Secretaria de Transportes desenvolve operações preventivas diariamente nas avenidas de maior circulação, com atuação de agentes de trânsito".
Em relação ao semáforo que estava apagado, a Prefeitura afirmou que "procura atender à demanda de manutenção semafórica no mesmo dia da ocorrência."


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terça-feira, 27 de abril de 2010

Nós, os bárbaros


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Do jornal ABCD Maior vem essa reportagem, falando de uma tragédia anunciada (a da Igreja de Santa Luzia), mas também carregada de maus presságios (como é que se revoga um decreto de tombamento?! Como é que se extingue o Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio?!).

É importante lembrar que o Prefeito de Ribeirão Pires, Clóvis Volpi, é o atual Presidente do Consórcio Intermunicipal...

Os bárbaros já chegaram. Minto: eles sempre estiveram por aqui. E permanecem.


RIBEIRÃO PIRES PERDE A MEMÓRIA

Por: Renan Fonseca (renan@abcdmaior.com.br)















Igreja Santa Luzia em foto do ano passado:
chuvas no começo deste ano acabaram de
destruir o patrimônio de Ribeirão Pires.
Foto: Luciano Vicioni


Historiadores alegam que atual gestão não possui pasta específica para cuidar do patrimônio histórico


A memória histórica e cultural de Ribeirão Pires está sendo apagada desde 2005. Prédios e bens que fizeram parte da construção da cidade estão se deteriorando. Patrimônios que antes eram tombados e, portanto, protegidos pela legislação, perderam o título.

De acordo com historiadores e memorialistas do município, a atual Administração revogou o decreto que concedia o tombamento de sete imóveis, como a Estação Ferroviária, e qualquer tentativa de garantir a proteção histórica de um bem é barrada pela Prefeitura, que dissolveu o Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio, criado em 1999.

Recentemente, a Igreja Santa Luzia foi demolida. O imóvel ficava próximo à Pedreira Santa Clara e à Vila Operária. Fortes chuvas destruíram a já degradada estrutura da igreja, e os moradores locais terminaram de levar abaixo as fundações. Questionada, a Prefeitura enviou nota alegando que “aguarda liberação de área para destinação do material proveniente da igreja, que até o momento permanece no local, sob monitoramento de equipe da Secretaria de Infraestrutura Urbana”.

A igreja, no entanto, não se encontra mais no local desde o ano passado. Na lista de bens tombados e que foi simplesmente apagada pela Prefeitura constava a Capela Santa Cruz, as igrejas de Santo Antônio, Matriz, São José, Anglicana, o Prédio Vila Souza e o casarão da família Richers, conforme informações de historiadores locais.

Peças importantes da história do município estão dando lugar ao interesse comercial e imobiliário. No ano passado, a Pedreira Santa Clara começou a demolir a vila que antes pertencia aos primeiros funcionários. O motivo seria usar o espaço das antigas casas para construção de residências modernas. A reportagem entrou em contato com a pedreira, mas não obteve retorno.

Esquecimento

O Instituto do Patrimônio Histórico do ABC aponta que o início do esquecimento do patrimônio começou há décadas. Em 1935, a mesma pedreira demoliu as fundações da Fazenda Bandeirantes, que na época impulsionou a economia da cidade.

“Naquele período, o tripé que formava a base econômica de Ribeirão Pires era formado pela produção de tijolos, com as antigas olarias; pedras, com grande representação da Pedreira Santa Clara; e pelo leite, que era responsabilidade da Fazenda Bandeirantes”, disse Arnaldo Boaventura, um dos diretores do Instituto.

Residências que abrigaram artistas de renome estão esquecidas pela Prefeitura. A casa de campo do escritor Oswald de Andrade pertence atualmente a um empresário da Capital, que por conta própria manteve a arquitetura original. Já o casarão onde moraram os pais do cineasta Herbert Richers, que morreu em novembro do ano passado, está escondido da visão da população por uma loja.

“Tentamos acionar a Prefeitura, mas não tivemos retorno. Com isso, resolvemos entrar em contato com os proprietários da loja, que decidiram não demolir o casarão, mas construíram em frente um galpão”, continuou Boaventura. “Toda a identidade está sendo jogada fora”, acrescentou.

A professora de história e ex-coordenadora do Centro de Apoio Técnico ao Patrimônio, Marina Veiga Scalabrini, lamenta a falta de interesse do poder público pelas peças históricas. “Durante os trabalhos do Centro, conseguimos juntar documentos para o tombamento de vários bens. Mas acredito que esse trabalho esteja esquecido”, argumentou.

Igreja Santa Luzia

Ribeirão Pires perdeu recentemente uma das construções mais importantes para a história religiosa do município. Há mais de 20 anos abandonada, a Igreja Santa Luzia foi totalmente destruída pelas chuvas do início do ano. Até então, o prédio estava avariado, com pichações e depredações.

Memorialistas e historiadores do município insistiram durante anos para que a Prefeitura iniciasse o processo de tombamento da igreja. Contudo, a morosidade da Administração não permitiu que fosse protegida pelas leis de patrimônio histórico.

Cuidados

Localizada no Bairro Pilar Velho, próximo ao Bairro da Pedreira, a igreja foi construída em 1925 por um grupo de trabalhadores da Pedreira Santa Luzia. “O santuário merecia cuidados. Os primeiros funcionários da Pedreira faziam suas orações ali e fizeram um grande esforço para erguer a capela”, comentou Arnaldo Boaventura, um dos diretores do Instituto do Patrimônio Histórico do ABC.




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